Justiça
Se existe um atributo comunicável que parece ser incomunicável a nós, este é a justiça. Somos mesquinhos e parciais, em boa parte de nossas vidas (Rm 3.10-12). Todavia, Deus é diferente. Deus é melhor do que nós (Is 55.8-9). Justiça é o princípio pelo qual juízos e ações se conformam ao que é reto, equânime e imparcial. Em Deus, a justiça é um atributo perfeito do seu caráter (Sl 11.7); em nós, ela é refletida de modo progressivo por meio da santificação (1Pe 1.15-16).
Um exemplo disso: pensemos em um tribunal. Deus não toma partido em nossas causas simplesmente por sermos seus filhos (Dt 10.17); Ele defende a nossa causa quando estamos certos, lutando pela verdade e contra a injustiça (Sl 37.5-6). Caso contrário, Deus estará ao lado de quem estiver contra nós (Pv 21.2-3). Isso pode soar injusto, porém isso é exatamente o que é justiça: fazer o que é certo, mesmo que não beneficie quem nós temos apego, proximidade e intimidade (Pv 24.23).
Deus é justo, por isso condena pecadores (Rm 2.5-6). Ele vê nossas injustiças, nossos trambiques, nosso suborno, nossa tentativa de sair por cima das situações, nossa vontade de tirar vantagem dos outros (Is 1.16-17). Deus vê nosso “jeitinho brasileiro” (Hc 1.13). Ele vê e odeia tudo isso (Sl 5.4-6). Odeia com todo o seu ser, que é justo. Cada parte do ser de Deus odeia o que vê, porque Ele é inteiramente justo (Is 61.8). Ele não tem justiça; Ele é justiça (Sl 89.14).
Mas a boa notícia é que Deus, sendo justo (Rm 3.26), mandou seu Filho e o pregou numa cruz (At 2.23) para que pecadores, como nós, pudéssemos ser perdoados (Ef 1.7) e tivéssemos a oportunidade de sermos feitos justos como Ele é, em nós e em nossas obras (2Co 5.21; Tt 3.5-7).
A boa notícia é que esse Deus justo em breve virá com chuva de justiça (Am 5.24), e um dia como esse bastará para acabar com a injustiça, de uma vez por todas (Is 11.4-5; Ap 19.11). Esse é o nosso Deus: justo e que não toma partido para inocentar o culpado (Êx 34.6–7), mas que faz justiça por meio da redenção (Rm 3.25–26).
