Administração dos Sacramentos
Na teologia reformada, os sacramentos são sinais e selos do pacto da graça, instituídos por Deus para representar Cristo e os benefícios da salvação (Romanos 6:11). Eles diferenciam os que pertencem à Igreja dos que estão no mundo (Êxodo 12:48; 1 Coríntios 10:21) e chamam os cristãos a servirem a Deus com fidelidade (Romanos 6:3-4).
Os sacramentos têm um significado espiritual profundo. A Bíblia às vezes usa o nome do que é representado para falar do próprio sinal (Gênesis 17:10; Mateus 26:27-28; Tito 3:5). No entanto, sua eficácia não vem da água, do pão ou do vinho, nem da espiritualidade do pastor que os administra, mas da obra do Espírito Santo e da promessa de Deus em sua Palavra (Mateus 3:11; 1 Pedro 3:21; Lucas 22:19-20). Quando recebidos com fé, eles fortalecem os crentes (1 Coríntios 11:26).
O Batismo representa a nossa união com Cristo e a entrada na família da fé (Mateus 28:19; 1 Coríntios 12:13) e pode ser aplicado tanto a novos convertidos quanto aos filhos dos crentes (Gênesis 17:7-10). A Ceia do Senhor nos lembra do sacrifício de Cristo e nos fortalece espiritualmente (1 Coríntios 10:16). Assim como os sacramentos do Antigo Testamento apontavam para Cristo (1 Coríntios 10:1-4), os do Novo Testamento confirmam sua obra redentora e devem ser administrados por ministros devidamente chamados para essa função (Hebreus 5:4; 1 Coríntios 11:23-34).
Atividade: Ler os versículos citados no texto, e também o capítulo XXVII da nossa confissão, o qual trata dos sacramentos.
